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Viver em segredo [entries|friends|calendar]
maria_dosantos

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[04 Oct 2005|12:53pm]
As escolhas...não são necessáriamente as nossas escolhas...mas muitas das vezes as que nos impuseram e de onde não conseguimos sair sem antes cometer mais um erro ou acertar mesmo ao lado...ás vezes gostaria que a vida fosse como aqueles jogos de tasca, onde sai o relógio e o canivete...um furinho em cima de um número ainda por picar...a escolha do que os outros não quizeram...porque na vida muitas das vezes escolhemos aquilo que já saiu a alguém , o buraco aberto sem o prémio correspondente, e depois ficamos encostados ao balcão na esperança que alguém venha devolver o prémio para nós o podermos levar...enquanto isso vão-se deitando abaixo copos de vinho tinto...
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16 anos... [20 Jan 2005|02:48pm]
...idade suficiente para se ter curiosidade nas artes do amor e do desejo, a descoberta é adquirida, da pior maneira, sem cuidados ou avisos.
16 anos...idade insuficiente para carregar um filho e admiti-lo perante a familia e amigos...
Que terá sentido quando soube estar grávida? Será que se apercebeu da ausência da menstruação, ou até mesmo estava atenta aos primeiros sintomas da gravidez? Peitos inchados e doridos, sensação de gazes no baixo ventre? Será que só começou a notar quando a barriga começou a crescer?
Como é que uma miúda de 16 anos consegue esconder uma gravidez? Porque o faz? Será assim tão grande o medo de confrontar a familia com isso?
Talvez o seu medo tenha começado quando o namorado ao saber da situação decidiu sair dela da maneira mais fácil...dizendo que não tinha nada com isso, que não queria nada daquilo, que até nem gostava dela...
Que sentia ela quando chegava ao liceu, carregando um filho dentro dela sem ninguém saber e o via por ali agarrado a outras miúdas sem lhe ligar nenhuma? Tinham apenas 16 anos...
Quem lhe ensinou como se apertar? Sentir-se-ia desconfortável? Teria dores?
Até que um dia se ouviu a noticia que alguém tinha tido um filho nas escadas de um prédio e o tinha deixado lá...estava perto de casa, não conseguiu chegar a tempo...que pensaria fazer ela? Ter a criança fechada dentro do quarto? Não foi dificil descobrir de quem era o filho, quando a própria mãe a viu chegar a chorar e a perder imenso sangue, chamou os bombeiros que identificaram imediatamente a causa da situação...o bebé foi encontrado...ainda com vida...
Apenas 16 anos e tanto sofrimento...16 anos com a marca recriminatóruia de toda uma sociedade, um processo judicial por resolver, tentativa de homicidio...
De quem foi a culpa?
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Familia grande... [20 Jan 2005|02:47pm]
...pobre...o pai fazia tamancos de madeira, a mãe cultivava a horta por detrás da velha casa de pedra e cuidava dos filhos pequenos, quando digo pequenos falo daqueles que ainda mamavam e não sabiam falar.
Os maiores, esses já todos ajudavam para o sustento da casa, eram postos á prova quando tinham uns cinco anos.Era-lhes atribuido um recado, se eles o fizessem estavam aptos a partir.
Trás-os-Montes...o inverno é rigoroso, o gelo cobre os caminhos de pedra toscos que passam pelo meio da aldeia, a maioria dos miúdos anda descalça, urinam em cima dos pés para os aquecerem. Ainda o dia não nasceu e já levam o rebanho para o monte, com a ameaça de uma sova se não os trouxerem todos de volta. Seis anos, bastam apenas seis anos para se ganharem responsabilidades. Miúdos que chegariam á idade adulta sem saber assinar o nome, nem lêr as noticias dos jornais. Apenas mais uma familia pobre numa aldeia de gente pobre.
Os filhos, esses vieram conforme Deus mandou, teve doze, mas apenas sobreviveram oito. O marido sempre presente na hora do nascimento era quem os ajudava a nascer e sorria...
A casa de pedra, quase a cair, o cheiro da madeira podre impregnado nos sentidos de cada um sem os incomodar. O dinheiro quase ausente, o pão duro a dividir por todos, as couves cozidas no pote.
As tachas roubadas e escondidas no bolso para mais tarde trocar por botões, o primeiro harmónio para o acompanhar durante o dia, enquanto guardava o rebanho. A merenda que consistia em duas fatias de pão duro e meia dúzia de azeitonas, um dia mais sortudo em que abria o trapo e encontrava duas a três farripas de bacalhau salgado.
Aprendeu a esquecer na música a fome que lhe fazia doer o corpo. Tocava durante quase todo o dia, com isso habituou o rebanho a andar sempre perto de si.
Cresceu...as ovelhas ficaram por lá e ele veio á procura da cidade grande.
O hamónio...esse...trouxe-o dentro do bolso...
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Terça-feira, Janeiro 18, 2005 [20 Jan 2005|02:46pm]
É simples...
Se te quero ver entretida, é comprar uma dúzia de lápis de côr e um livro para colorir, algumas páginas em branco para dares asas á tua imaginação e consigo que te distraias por mais de duas horas.

-Olha aqui Maria, esta és tu?

-Sou? Sou mesmo eu? Tens a certeza?

Abres um sorriso condescendente e preparas a tua explicação...

-Siiimmm! Vê aqui. Este é o teu carro, este é o teu cão...

-Mas eu não tenho cão...

-Não tens, mas vais comprar, não vês que é tão fofinho?

-Ok, ok! Vou então comprar um cão...

-Esta é a tua casa nova e esta és tu...não vês aqui as tuas bochechinhas?

-Sim! Sim, tens razão, já vejo que sou eu...mas...e este coração?

-Este coração é o meu, que gosta de ti. Espera que ainda não acabei...

Esconde o desenho com os braços, baixa a cabeça, e quando me entrega a folha consigo lêr dentro do coração:

" Gosto muito de ti "
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1º dia a sério... [17 Jan 2005|05:27pm]
[ mood | exhausted ]

Tira o cabelo dos olhos! Porque te escondes dessa maneira? Do que foges? Que medo é esse que te faz baixar o olhar e andar de cabeça caída?
Agora és tu que finjes não conhecer, deixas as respostas por dar. Melhor seria deixares tudo resolvido, devias ter aprendido que o passado pode voltar a qualquer momento, quando as coisas não são bem conversadas e definidas.
Ou talvez seja isso que queres...não dar um final definitivo...pelo menos para já.
Queres tudo! O tempo de um dia é muito pouco para ti, precisavas apenas de um pouco mais...
Sei que te sentes aliviada, o peso nos braços, baixou agora para as pernas que te pesam mais que o corpo todo, custa-te andar, mas estás quase a chegar, e ao saberes isso, arrastas o corpo mais firmemente, tu não queres falhar! Nunca o quizeste...
Sabes o que te faz falta? Um duche quente...acredita que é das coisas que mais prazer pode dar, o chuveiro a deitar água quente no teu corpo. Não olhes para baixo, que interessa que o sangue te escorra pelas pernas? Estava a mais, precisa de sair...choras de alivio, não é?
Na verdade acreditas que nunca terias forças para aceitares as coisas tal como são, por ti começarias tudo de novo. Como se habitasses uma casa onde nunca ninguém tenha pernoitado. Não seriam precisas explicações, nem ouvirias criticas, não darias desgostos. E depois...depois tu bem sabes que se partisses agora, não te iria doer muito. Ainda não tens a história decorada, ainda estás a tempo de mudar o final...

'Olá! Lembra-se de mim?'
'Não, ainda não casei...'(se lhe disse-se que não pretendia casar, ela perceberia?)
'Até amanhã...também gostei de a ver...'
'Felicidades'
'Queria um bilhete de 10 viagens por favor! E um impresso para o passe.'
(E agora? Qual a linha que devo escolher?)
'Senhores passageiros, para vossa segurança é favor não forçarem as portas'
'Com licença...'
'Desculpe...'
'Não faz mal...'
Nem um sorriso durante todo o percurso...irritam-me os toques de telemóveis nos transportes...

Gosto assim! Tu aí, eu aqui. Compromissos? Não sei o que é...ou melhor, esqueci faz tempo...naaa, quero enganar quem? Deixei de acreditar nisso, foi o que foi.
Levantei uma parede entre o gostar e o amar, não é dificil...até aqui posso ir, mais para a frente é proibido. Amar significa deixar de viver livre, gostar pode ser bom hoje e amanhã acabar...é mais fácil gostar muito e muitas vezes, do que amar e ficar a sofrer para sempre.
E depois, perceber que não sou a única a ocupar o teu pensamento...agrada-me...gosto das certezas, a dúvida sempre me atormentou...não espero nada além do que estou disposta a dar-te a ti também...
Pensas em mim...enquanto pensava aqui em ti...o telemóvel acabou de dar sinal de uma mensagem...estas coincidências...

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Uma das cartas...apenas uma... [28 Dec 2004|12:44pm]
Pediste para ser eu a 'desafiar' daquela vez... e eu assim o acabei por fazer...na verdade gosto de te desafiar...chegas-te á hora combinada e a maneira como me cumprimentas é de urgência, as tuas mãos estão em todo o lado, trazes um casaco de pele de cheiro intenso, afundas o teu nariz no meu pescoço e consigo sentir-te a aspirares o perfume que pûs faz pouco tempo...a parede torna-se num apoio ás minhas costas, empurras o meu corpo com o teu como que a quereres fundir-te em mim...sinto o teu desejo...gemes...e puxas-me para a cama...e as tuas mão parecem ter duplicado...despes-me rápidamente, sem eu o conseguir fazer a ti ao mesmo tempo, tens a pele quente em contraste com a minha sempre fria...dizes que sabe bem sentires as minhas mãos geladas pelo teu corpo, fazes-me rir, porque sinto o arrepio que provoco. Beijas-me e eu dou-te dentadinhas no queixo, sugo-te os lábios e sinto-te imenso...queres-me naquele instante dizendo que não podes esperar mais por mim...
Depois o que mais gosto são aqueles instantes de conversa trivial, onde me fazes rir com as tuas aventuras.
Agrada-me a maneira como chegas comigo na minha viagem, e depois sorrindo parto sózinha outra vez mesmo contigo a meu lado, dizes que querias ser mulher depois de me veres viajar. Fazes-me rir e imaginar que tens muito mais experiencia de vida do que eu, na verdade não te invejo mas gosto que me contes o que vives.
Penso mais uma vez como de todas as outras em que te encontro que foi a última vez ... apenas será se assim o quizermos...e eu acabo sempre por querer estar contigo...
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Porquê? [27 Dec 2004|01:13pm]
Apesar de pensar em ti muitas vezes, nunca te procuro nas tardes de sol, onde o vento é forte e se ouvem as ondas a rebentar junto á costa.
Apesar de saber o teu número de cor, nunca o marco no meu telemóvel para ouvir a tua voz nem mesmo pensei em te mandar uma mensagem de boas festas.
Apesar de saber onde moras não passo perto da tua casa. Apesar de ter saudades tuas, não procuro o teu rosto nas fotografias que guardo.
Durmo com o teu cheiro, guardo as lembranças, e grito ao mundo que te esqueçi!
Já ninguém me acredita...
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Casa minha... [17 Dec 2004|05:23pm]
Vou pendurar o espanta espiritos este fim de semana, na entrada da minha casa, ouvir o tlim tlim de cada vez que abro a porta e protejer-me de todas as coisas más...deverei acreditar nisto?

Descobri que existem pessoas diferentes do chamado normal...quando mesmo não sendo o normal assim se denominam por estarem em maioria...descobri que ainda existem pessoas com um coração limpo e sem quererem tirar vantagens de certas situações, descobri que um 'anjo' se cruzou na minha vida e surpreendida com a descoberta agradeço por isso...a quem? Ao destino?
Fazes-me sorrir pela tua ingénuidade, fazes-me sorrir por não me provocares sensação de desconforto ou defesa, fazes-me sorrir pela naturalidade e timidez, fazes-me sorrir...
Mesmo sabendo que os nossos caminhos se vão acabar por separar, agradeço o facto de me fazerem acreditar que ainda existem pessoas diferentes...e deixar então de pensar que isso seria apenas mais um sonho meu...
...hoje vou ver o mar...
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... [16 Dec 2004|11:40am]
Bem me quer,
mal me quer,
bem me quer,
mal me quer,
bem me quer...
...mal me quer!
A resposta estava dada...com um pontapé separou o amontoado de flores desfeitas no chão...
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E seria... [15 Dec 2004|04:08pm]
...a mais bela de todas a desclarações que recebera na sua vida...ainda ficou a pensar nas declarações que recebera anteriormente...a verdade é que já não se lembrara como foram...como era possivel? Sempre se gabara da sua memória enorme, como podia então não lembrar-se de declarações? Será que nunca as tivera? Ou apenas não seriam consideradas importantes para terem ficado esquecidas no seu pensamento?
Enfim...o importante agora é que gostaria de uma declaração assim, mas nunca a tivera, nem a teria possivelmente...sonha...sonha maria...que a vida é feita de sonhos...mesmo aqueles que não consegues controlar...

A verdade é que estamos sempre na defensiva, a verdade é que estamos sempre á espera que sejam os outros a tomar a iniciativa, a verdade é que não queremos deixar a descoberto os nossos sentimentos com medo de sermos 'gozados', a verdade é que mesmo quando gostamos acabamos por dizer que estamos bem assim, a verdade é que mesmo tendo vontade de telefonar acabamos por apenas visualizar o número no ecran sem carregar na tecla verde, a verdade é que nunca vamos confessar que temos saudades, a verdade é que sabendo que estamos dispostos a dar nunca pedimos nada em troca, a verdade é que muita coisa fica por dizer, a verdade é que eu também sou assim...

E depois de uma troca de frases nada simpáticas, ficou assim...tu partiste e eu fiquei...ou terá sido ao contrário? Fui eu que parti, deixando-te a ti para trás?
Talvez o melhor final seja o de termos partido os dois...afinal já não fazia sentido nenhum de nós continuar naquele local...

-Talvez seja melhor parármos por aqui, antes que alguém se magoe...já não sei se gosto de ti, bem sei que a condição era não gostar...mas agora já não sei...

-Mas...e que mal tem gostar mais um bocadinho? Porque estás sempre a pensar num futuro? Porque não pensas apenas no presente? Eu e tu, aqui e agora...

-Porque não sei como consegues...mas eu levo-te sempre comigo quando me vou embora...e isso não estava no 'contrato'...

-Maria...és demasiado pessimista...pára com isso e anda cá, chega-te mais perto...

-Não posso...deveria ir-me embora...deviamos acabar com estes encontros...

-Não podes deixar-me agora...eu tinha prometido a mim próprio não te dizer enquanto não tivesse a certeza...mas vou ter de te dizer...acho que estou grávido de ti...

-O quê? Que raio de conversa é essa? Tu és doido...completamente doido!

Ao mesmo tempo não conseguia segurar o sorriso, a vontade de lhe tocar, e ele sabia o efeito que provocava nela quando a conseguia fazer sorrir, abraçou-a contra o peito e embalou-a como a uma criança. Ela sentiu o seu perfume, o seu calor, o seu desejo...levantou a cara para ele e procurou-lhe a boca para um beijo roubado...
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[14 Dec 2004|01:03pm]
Estava feito!
Não roía as unhas faz tempo, para ser mais exacta, anos mesmo! Mas ontem tive uma recaida, não sobrou uma intacta, apenas parei quando percebi que fiz sangue em uma ou duas...

Estava feito...depois de tanto tempo a pensar na melhor maneira de o fazer...não chegava o silêncio, a distância, mais um mês ou até mesmo meia dúzia deles e a porta continuaria sempre entreaberta á espera da tua volta, ou a de uma simples visita.
Precisava de provocar algo forte, um afastamento definitivo, precisava de arranjar maneira de me odiares...meti mãos á obra...depois de estudado o plano apenar me restava esperar que aparecesses, para o poder pôr em prática.
Não foi dificil, sabia que depois das coisas começarem a andar não poderia voltar atrás, nem mesmo arrepender-me antes de tudo terminado.
Aproximei-me de ti com a 'máscara' tal como tu lhe chamaste, sabia que corria o risco de ser magoada também, que a arma que usava poderia ter dois lados afiados...e assim foi...o buraco que ficou deste lado é bem fundo!
Mas consegui provocar-te raiva, consegui mostrar desprezo por tudo, a tua maneira de me humilhares mostrou o quanto estavas enraivecido, a tua confissão de que estiveras com ela no Domingo, foi como se cuspisses o teu veneno para cima de mim, sei então que te provoquei o ódio, era isso que queria, foi isso que tive...então porque choro eu agora?
Consegui os meus objectivos...afastei-te de mim...porque sinto então esta dor tão forte no meu peito? A porta foi fechada...nunca...nunca mais, foi a última coisa que escrevi...
Pouso o papel e a caneta, apago a luz, nunca mais vou escrever o teu nome, nunca mais vou escrever sobre o que sinto por ti!



***

Eu...
Deixei de ter alegria no meu sorrir...enquanto me lembrar, não serei feliz...preciso de tempo...vai ser devagarinho...só não sei se quero ficar sózinha...



***

Não consigo deixar de sentir esta tristeza que me assolou logo de manhã...descobri que não consigo nem controlar os sonhos...
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Segunda-feira, Dezembro 13, 2004 [14 Dec 2004|01:02pm]
Afinal não é dificil...
...bem sei que ainda tenho o pensamento bastante ocupado por ti, mas ao mesmo tempo sinto-te longe...já não tenho aquela vontade de te ligar a pedir-te migalhas de ti...já perdi a ideia de ficar contigo, já perdi o sonho, já perdi a viagem, já perdi o filme...
Sabe bem ouvir ao ouvido: -Querida! , sabe bem um abraço a chegarem-nos para mais perto, sabe bem saber que existe sempre um outro lugar para ir...sim...sei que estou preocupada com isso, mas já está feito...apenas me resta confiar...
E depois antes de dormir, apetece-me ouvir uma voz...dizer boa noite e confessar a vontade de saber o que faz naquele momento...
Apenas me resta esperar que vejas que disse adeus...e que mais? Mais nada, então...apenas a esperança de que não me dês resposta, que me ignores e sigas em frente, não é dificil...nunca o foi para ti...
No pensamento apenas uma preocupação...mas resta-me esperar...um dia...uma semana...as resposta não tardam...e aí sim, terei a certeza de que te lavei de mim...

Hoje tenho a coragem de dizer de que deixarei de precisar de mentir, que não preciso de fingir que me dás o prazer que me davas outrora...estou cansada de fingir para não ficares mal, chega de ter pena de ti, chega de me enganar a mim e pensar que o prazer que me dás chega.
Contigo não chego lá...á demasiado tempo que não chego lá...fico cansada e só me apetece acabar depressa com as coisas...eu sei bem qual a solução...deixar de te procurar...dizer que não quando me procuras a mim...chega de mentiras...



***

E foi no dia de hoje e logo depois do almoço que senti pela primeira vez na vida o chão tremer debaixo dos meus pés...foi assustador...eu aqui num 10 andar apenas com mais uma colega aqui no escritório. Senti a estrutura do prédio a abanar, os aluminios das janelas a estalarem...foi estranho...a primeira coisa que fiz foi ir á janela ver como se comportavam as pessoas na rua, e estava tudo normal...
Nunca desci tão depressa as escadas...do 10º ao 0º
Bem sei que não foi nada de especial...o porteiro não sentiu nada, as pessoas que estavam a entrar no prédio não sentiram nada...mas eu senti...e apenas quiz deixar registado...



***

Meu amor...
-Quando é que vais a minha casa?

-Pensava que era hoje...

-Hoje não! Ainda moro longe...tinhamos de ter mais tempo...sabes o que quero? Que passes uma noite comigo.

-Isso não posso! Tenho de voltar para casa.

-Mas tu não gostas de estar comigo?

-Gosto sim...mas tenho de ir dormir a casa, estou habituada á minha cama, á minha almofada...

-Que raio de desculpa!!!

Como dizer-lhe que apenas o desejava? Como dizer-lhe que apenas precisava dos instantes de prazer que ele lhe dava? Como dizer-lhe que o usava nos instantes em que sentia a falta de um outro alguém? Como dizer-lhe que era o seu escape, a sua fuga? Como dizer-lhe que lhe telefonava quando começava a doer o peito e as lágrimas teimavam em cair com saudades do seu amor? Como dizer-lhe?
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Sexta-feira, Dezembro 10, 2004 [14 Dec 2004|01:01pm]
Foi em tempos...quando o relógio marcava 5.40am
Levantara-se naquela manhã, com a dificuldade com que se levantava todas as manhãs. Todos os dias o pensamento era repetido mentalmente depois de desligar o despertador, uma conversa de si para si mesma...como se de uma ladainha se trata-se...

-Levanta-te Maria, são horas...

-Levanto nada! Hoje não vou, vou fingir que estou doente!

-Levanta-te Maria! Deixa-te de tretas!

-Não vou, não vou, não vou! Se os outros faltam, eu também o posso fazer hoje!

-Maria...já pensaste no que tens lá para fazer? Vá...levanta-te...

-Não! Não! Não!

A cena seguinte, era um rebolar na cama, a procura dos chinelos e uma cara amuada que se dirigia para a cozinha e procurava os fósforos para acender o esquentador...

Era sempre a mesma parte a ganhar duelo matinal...


***

Hoje ...
...acordei com o estranho pensamento de que poderei apaixonar-me por ti, não é dificil, bem sei...mas assusta-me essa possibilidade...apenas isso...



***

Era sempre assim...
...por mais tempo que estivessem sem se ver, quando ficavam frente a frente era como se estivessem a reencontrar depois de um dia passado...apenas um dia, umas horas...os meses eram ultrapassados pelos olhares de desejo que se cruzavam por escassos centimetros...
As bocas uniam-se como se dois ímans se tratassem...e o teu gosto...o hálito quente com que me brindavas acordava-me os sentidos e fazia-me desejar-te ainda mais...as minhas mãos percorriam o teu corpo e puxavam-te para mim como que a querer fundir-me a ti...
Era tão fácil amar-te...é tão fácil amar-te...
E depois vinha embora escondida nas sombras da noite, com medo de ser descoberta nesta minha fraqueza...a mentira começou a fazer parte do meu dia a dia, onde negava a tua presença e me fazia de forte.
Ninguém sabia que me voltara a cruzar contigo, eras o meu pecado, o meu segredo...até ao dia em que percebi que era tão dificil guardar este sentimento só para mim...quando se ama, não se esconde, partilha-se...quando se ama não se tem vergonha de admitir esse amor...quando se ama, não se procura prazer nos braços de outra pessoa...eramos dois...mas apenas um coração batia mais forte quando estavamos juntos...
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Quinta-feira, Dezembro 09, 2004 [14 Dec 2004|12:57pm]
Beijos no nariz não...
...é sinal de traição...

***

Acordar perfeito...
...quando acordo sem despertador ou alguém a chamar-me, sem o toque do telemóvel ou a campainha da porta, quando acordo por mim, quando acordo cansada de dormir e quero acordar...
...quando me espreguiço lentamente debaixo das cobertas e consigo tocar com as pontas dos pés no fundo da cama, quando tenho vontade de me rir sózinha e apenas esboço um sorriso preguiçoso...
...quando me levanto e subo os estores para ver que tempo está...pode estar qualquer um...afinal vou voltar para a cama...
...quando ligo a música baixinho e me deixo estar quentinha e quietinha no quentinho da minha cama...
...quando fico...

***

Os primeiros objectivos...
Está a chegar o fim do ano e dou por mim a pensar que nunca fiz uma lista de objectivos para o ano que se segue...na verdade acho que nunca fiz porque sei que me esqueceria de cumprir mais de metade...detesto coisas planeadas, detesto ter de seguir uma linha pré-definida...
Mas este ano talvez faça algo de diferente...talvez faça a tal lista e depois quem sabe...talvez me esqueça dela, hahahhaha....
E a lista teria as seguintes coisas....hummm tenho de pensar muito bem nos meus objectivos...

1º Ir viver sózinha (ok,ok sei que já está planeado á muito...mas não deixa de ser um objectivo para 2005)

2ºConseguir sobreviver com o dinheiro que ganho

3º Não passar fome :)

4ºJuntar dinheiro para as férias

5ºComprar o móvel para a sala

6ºComprar uma televisão panoramica

7ºComprar cortinados para a sala

8ºFazer contrato com a netcabo/tvcabo

9ºComprar uma mesa para o PC

10ºComprar um tapete daqueles de pelo alto para pôr ao pé da cama, assim quando me levanto e o piso ainda vou pensar que estou nas nuvens...lol

11ºComprar um piriquito...sim! Sim! É um piriquito que quero...e verde...

12ºComprar uma mesa de apoio para pôr do outro lado da cama

Agora assim de repente não me consigo lembrar de mais nenhum...mas vou continuar com esta lista mais para a frente...
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Terça-feira, Dezembro 07, 2004 [09 Dec 2004|01:46pm]
As primeiras mentiras...
Poderão até haver outras antes, mas se assim foi não me apercebi...deixei que me enganasses na perfeição...
A primeira que 'vi' e fingi não ver foi quando vieste ter comigo num fim de tarde, mostrando pressa em ir buscar a tua mãe que fazia compras...era sexta-feira, namoravamos á 3 dias apenas...
No dia seguinte no jantar a que fui contigo alguém deixou sair a informação de que tinhas estado com eles no parque das nações...apercebi-me do teu desconforto...ignorei a informação e nunca comentei contigo o sucedido...
Nessa mesma sexta-feira também te tinha mentido...não fui para casa como te fiz crer...atravessei o tejo e fui beber café com um amigo...que me beijou...foi o último café que bebi com ele...nessa noite escolhi-te a ti...escolha errada...



*

Mergulhei na onda que me deste, rodopiei e deixei de respirar por momentos...mesmo no centro da espiral...foi bom...fantástico...bombástico...quase me faltaram as forças na força que me fizeste ter...ainda sinto as tuas mãos a agarrarem-me com força na minha força para não sair da crista.
Já sei surfar...



*

Acordei tarde...
...e acabei por chegar atrasada ao emprego...não sei se foi o facto de me pôr a ler até os olhos me arderem...não sei a que horas me deitei, mas lembro-me de ter os pés gelados e de me custar a adormecer com o frio que fazia mesmo debaixo de um edredon e três cobertores...
Mas foi bom estar com os amigos, brindar e rir, cantar os parabéns á minha amiga e desejar estar lá outra vez para o ano.
Foi bom conversar contigo e poder abraçar-te mais uma vez, gosto quando ficas perto, fazes-me rir...sinto-me bem...obrigado pelo presente...é divinal...
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Segunda-feira, Dezembro 06, 2004 [09 Dec 2004|01:45pm]
Recebi...
...uma mensagem que foi das mensagens que mais me fez derreter...pela simplicidade, pela mensagem passada...mesmo sabendo que pode nem ser realmente verdade...
Mimaste-me antes de adormecer...obrigado...

'Gosto-te...'



*

O...
...barulho da motorizada ao fundo da rua...todos sentiam a sua chegada a casa depois de mais um dia de trabalho...e eu escondida no quarto, entalada entre a parede e o guarda-fatos...silenciosa...invisivel...pelo menos até me esquecer do que fizera para me esconder ali...
Os passos da mãe no corredor, o deslizar do trinco da porta empenada pelas chuvas...e a exclamação de horror...

-Meu Deus!!! Mas o que é isto? Maria!!!

E lá estava eu escondida...agora deixara de respirar...fora descoberta...na mão ainda arma do crime... a tesoura...brilhante, prateada, afiada, cortante...
Não me consigo recordar se fui descoberta ou se me entreguei...mas lembro-me bem dos açoites levados, da entrada na banheira, do quase choro da voz da minha mãe a dizer que lhe dava conta da cabeça...
Pensei que talvez não tivesse escolhido um bom sitio para esconder as provas do que fizera...os cabelos que cortei...como não conseguia ainda chegar ao trinco da porta limitei-me a metê-los na pequena fenda entre a porta e o chão...
Como recordação desse dia, uma foto tirada pelo meu pai, a única pessoa a achar piada ao sucedido, os cabelos espetados e nada a fazer quanto ao novo penteado que fiz a mim própria nesse dia...acho que teria uns quatro ou cinco anos...




*

Agora acabou mesmo!!!
Xiça que já não acredito em mim...passo a vida a deixar-me levar para trás...sei que sou caranguejo de signo...mas...os caranguejos não andam de lado? Então porque ando eu para trás? Não consigo dizer que não...é esse o meu principal problema...não consigo encarar as coisas de frente...é esse o meu principal defeito...quero! Quero tudo e fico com o nada que me dão. Coragem...precisa-se...
Então...zás! Acabei de a ter! Já está! Acabei de ter a coragem de te afastar da minha vida, sei que não terás problemas com isso, afinal tu nunca fizeste grande questão em fazer parte dela, mesmo em outras alturas...
Lavei-te em mim...no meu telemovel não existes, nos meus contactos também não...agora falta apenas uma coisa...seres esquecido...acho que não vai ser dificil...o primeiro e mais importante passo foi dado...tirar-te da minha vista.
Não me procures, não me quero justificar por este acto de te tirar de mim, nem saberia como fazê-lo...vai ter com as tuas amigas...tens outras com toda a certeza, a da foto do teu telémovel que insistes em mostrar e dizer que conheçes...vai lá...:)...sim! Sim! São ciúmes e então? Vai á merda mais as tuas amigas virtuais que eu não quero pertencer a esse mundo!!!
6 de Dezembro de 2004, dia oficial da lavagem da tua passagem na minha vida...a partir de hoje deixei de te amar, de te querer ver...por isso um grande favor...nunca mais cruzes o meu caminho...fingirei que não te conheço...fazes-me mal sabes? Não me deixas ser feliz. Nem nunca o soubeste fazer...
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Sexta-feira, Dezembro 03, 2004 [09 Dec 2004|01:43pm]
Quando vais explicar?
Não te percebo...quem és? O que queres de mim? Que andas a fazer? Queres o quê?
Desapareces...e na verdade pouco me importa a tua presença...podes bem desaparecer de vez! Depois de repente voltas, impões a tua presença á minha volta, mesmo que não te deixe aproximar...fazes-te notar, lembro-me de ti...tento conhecer-te...como que a estender a mão...e tu afastas-te, não me deixas tocar-te...não te percebo...que queres? Estás perto, consegues ver-me e eu vejo-te a ti...espero que me digas qualquer coisa...dás-me o teu silêncio e a tua indiferença...baralhas-me...Que raio de jogo é este? Não achas que me devias avisar das regras também a mim? Já que me puseste a jogar contigo...


Não!!!
Detesto sentir-me presa, detesto que me amordacem e me acorrentem a coisas que não quero fazer, detesto que me obriguem a estar presente em sitios que não tenho vontade de rever. Detesto, detesto...mas o que mais detesto é que os outros pensem que tem de ser assim, que é uma obrigação...detesto obrigações...detesto rotinas, detesto que me pressionem, detesto...
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Quinta-feira, Dezembro 02, 2004 [09 Dec 2004|01:40pm]
Depois...
...de me sentar no teu sofá
Depois de te passar as mãos nas costas...
Depois de te tocar com desejo...
Depois de me abraçares e beijares...
Depois de me despires e de eu te despir a ti...
Depois de me amares ou apenas desejares...
Depois de entrelaçares as tuas mãos nas minhas...
Depois de tudo isso...
Porque não tomaste banho comigo?

Inverno...
Quando vai deixar de fazer frio? Quando vão cair as folhas das árvores? Deixará de chover nos próximos dias? É que tenho os pés gelados faz tempo e não há meio de os aquecer...

Acordei com o som de uma mensagem, pensava em ti nesse momento...começo a sentir receio destas minhas premonições...batem certo nestes últimos tempos...falo de alguém, cruzo-me com ele na próxima esquina, penso em alguém recebo uma mensagem, e ontem voltou a ser assim, pensava em alguém quando o telemovel fez sinal...
Tens vontade de mim, dizes tu...e eu ainda meio adormecida respondo que não. No meu intimo uma gargalhada daquelas de arrepiar a espinha...sou má...mas acho que tens de aprender que não é só quando tu queres, eu também quero demasiadas vezes e me dizes que não com o teu silêncio.

Detesto mentiras, quem me conheçe sabe bem que não sei viver com elas, sufocam-me...e cada vez que estou contigo reparo que existe sempre um assunto em que te contradizes em relação a outras alturas, outras conversas, a conclusão a que chego é que tens o vicío de mentir e já não consegues deixar de o fazer...porque ainda não me afastei das tuas mentiras? O que vais inventar da próxima vez?

Queria acreditar que já não me fazes falta, queria não lembrar-me de ti ao acordar, queria não ter vontade de te telefonar ou escrever estas cartas que nunca te vou mandar, queria voltar a sentir-me bem com a minha solidão ou então deixar de sentir que estou a usar quem se aproxima de mim...apesar de me usarem também...

Ainda tenho vontade de rir, sabes? Ás vezes até me esqueço de ti, de que existes, e rio com prazer num momento de maior descontração...se á coisa que goste é de pessoas com bom sentido de humor, que me façam rir, e que gostem do meu humor inglês...rebuscado...que nem toda a gente percebe...tu não percebias...
Em dias mais leves penso que me gostaria de apaixonar por alguém que me fizesse rir num local qualquer, num dia qualquer...rio do meu pensamento...

Nota a mim:
Hoje o meu mano faz aninhos...está um homem...e eu que o vi nascer...parabéns lindo pelas tuas 27 primaveras (apesar do inverno estar a chegar...), sabes que te adoro muito e que desejo que a felicidade te acompanhe sempre, logo dou-te o meu abraço e os meus beijinhos repenicados, até que te passes e me começes a chamar de melga!!! Hahahaha...mãezinha prepare-se para um serão barulhento a familia Simpson vai reunir...
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Terça-feira, Novembro 30, 2004 [09 Dec 2004|01:39pm]

Teste do amor

 Ando por aqui e por ali, as páginas passam sem que mesmo as decore ou queira voltar a elas, tudo o que me agrada é registado num caderno, a morada para mais tarde poder voltar. No meio deste passeio encontrei o teste do amor, fácil...basta escrever os nomes completos e dar um enter para obter o resultado. Fiquei curiosa e decidi experimentar, o inconsciente é deveras interessante, o primeiro nome que escolhi foi o do meu primeiro namorado, o meu primeiro amor e o mais forte...fiz o teste e o resultado foi este: '91% El Doctor Amor dice.. Esta relación puede ser un éxito rotundo!, con poner un poco de cada parte, todo irá sobre ruedas y sereis muy felices.' Fiquei a pensar...isto não poderá estar muito certo...afinal acabamos por não ficar juntos... Tentei então de novo e com um relacionamento mais recente... '92.5% El Doctor Amor dice.. Esta relación puede ser un éxito rotundo!, con poner un poco de cada parte, todo irá sobre ruedas y sereis muy felices.' Mais uma vez o mesmo resultado...mas o mais estranho é que também já não estou com esta pessoa...será que o resultado é sempre o mesmo? Estará o Dr. do amor a enganar-nos a todos? Penso que estas coisas que encontramos por aqui e ali nunca são verdadeiras...mais uma vez deparei-me com a banha da cobra...mas enfim...deixo aqui a morada para quem queira experimentar... http://www.calculadoradelamor.com/ Agora que reli os resultados...talvez não tenhamos posto o que deviamos na relação...daí o falhanço...

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A Partir de hoje...é adeus... [29 Nov 2004|06:28pm]
Sim...ontem foi Domingo...que poderei dizer mais sobre os Domingos? Apenas que os odeio...nada de novo então...

Ainda ontem o disse...a partir de hoje irei pôr em prática...formatarei a minha vida, o que implica que perderei muitos ficheiros...perdoem...
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